
| Investidor não deve se assustar com volatilidade |
| Ter, 22 Jan, 08h15 |
Analistas de investimentos e consultores de finanças vêem este momento de fortes quedas nas bolsas mundiais e também na brasileira como temporário e reversível ao longo do ano. "Bolsa é para longo prazo, não se pode assustar com essas volatilidades", resume Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios. A orientação para o investidor é manter a aplicação e até comprar, mas sem perspectiva de curto prazo. Marco Franklin, sócio da Paraty Investimentos, diz que a bolsa brasileira “está dando uma oportunidade de compra”. Ele ressalta que é em momentos de crise que ocorrem distorções de preços de ações interessantes. Ele cita a Petrobras, cujo papel já está abaixo até do preço do dia anterior ao anúncio da descoberta do megacampo de Tupi, em 8 novembro do ano passado. "Na véspera do anúncio, o papel preferencial (PN) custava R$ 69,99 e hoje (ontem) fechou a R$ 67,75”, ele diz. Franklin reforça a sua percepção de que este é um bom momento para compra de ações com a análise de que a bolsa brasileira já estava barata em termos internacionais no fim de 2007. "Agora, ficou ainda mais barata". Ele ressalta que nesse nível a bolsa deve começar a atrair investidores mais técnicos e de longo prazo, que avaliam o preço das ações e os fundamentos das empresas. "Se o momento é bom para comprar, não é bom para sair”, diz Franklin. No segmento de renda fixa, Franklin recomenda títulos públicos e privados prefixados. Já para Leite os fundos DI e os títulos do governo indexados à Selic (taxa básica de juro) representam um bom investimento porque o juro real (diferença entre a Selic e a inflação) continua elevado, na casa de 6% ao ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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