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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Brasil é pentacampeão do Grand Prix de Futsal


Seleção verde e amarela vence por 7 a 1 e continua soberana no torneio.

A seleção brasileira de futsal venceu o Irã por 7 a 1 neste domingo, em Anápolis, e se sagrou campeã do Grand Prix. É o penta do Brasil, que foi o campeão de todas as edições do torneio até hoje, que começou em 2005. Para valorizar ainda mais a conquista, o time terminou a competição com incríveis 100% de aproveitamento.

- Tirei um peso das minhas costas. Os jogadores já são consagrados, mas eu cheguei agora. Estou satisfeito e muito aliviado – disse o técnico Marcos Sorato, que conquistou seu primeiro título no comando da seleção brasileira.

Além do troféu, o Brasil ainda teve o artilheiro da competição: Falcão, com dez gols. A seleção verde e amarela nunca perdeu ou empatou nenhum jogo na história das cinco edições do Grand Prix: são só vitórias. Apesar do domínio absoluto do Brasil no torneio, o capitão Vinícius valoriza a conquista:

- Nunca é chato ganhar, chato é perder. Agora, vamos curtir as férias com a cabeça tranquila e a sensação de dever cumprido. É sempre bom ganhar título pela seleção – decretou o capitão do Brasil.

O ala Ari, que marcou o segundo gol brasileiro na final, concorda com Vinícius, e falou da importância da conquista para os jogadores.

- É mais um título, importante para manter a chama da vitória acesa. Todo mundo queria ganhar desde o Mundial e este foi muito importante – diz.


A seleção começou bem a partida. Com menos de três minutos de jogo, Gabriel recebeu e tentou um toque para o meio. O iraniano Tayebi se enrolou e acabou jogando contra a própria meta: 1 a 0 para o Brasil. A partir daí, a missão de Falcão e cia se facilitou. O time virou o primeiro tempo vencendo por 5 a 0.

Com tamanha vantagem, a seleção voltou tranquila para o segundo tempo. O Irã conseguiu um gol, mas Wilde e Lukaian marcaram para o Brasil e fecharam o placar de 7 a 1.

Esta foi a segunda final disputada entre Brasil e Irã. Em 2007, a seleção verde e amarela derrotou os iranianos por 4 a 0 na decisão do Grand Prix e foi, na época, tricampeã.

(Assista a Comemoração)


segunda-feira, 30 de março de 2009

Brasil vence o Irã por 4 a 2 no Desafio de Futsal

Mesmo sem contar com Lenísio, o Brasil enfrentou o Irã, pela terceira partida do Desafio de Futsal, no embalo do talento de outro craque: Falcão. O camisa 12 marcou os dois primeiros gols da partida. Darlan e Ari completaram o placar na vitória por 4 a 2, em São Carlos, São Paulo. Mesmo com a superioridade brasileira, a equipe iraniana mostrou força e chegou a incomodar com gols de Taheri e Kshavarz.


O jogo começou muito movimentado e, aos 5 minutos, Falcão entrou driblando na área adversária e foi derrubado pelo camisa 7, Hassanzadeh, recebendo o pênalti. O craque brasileiro bateu sem força, no meio do gol, facilitando o trabalho goleiro Nazari, que defendeu sem problemas com o braço esquerdo.

O Brasil resolveu acelerar o jogo e atacar mais. Falcão foi derrubado na intermediária e, em jogada ensaiada, recebeu a bola de Valdin pela esquerda e bateu com força, desta vez, sem dar chances de defesa para Nazari. O placar estava aberto: Brasil 1 a 0.

Falcão continuava se destacando. Após jogada rápida em um lateral, a favor da equipe brasileira, o camisa 12 completou passe na medida de Cabreúva, com a perna esquerda, de virada, para as redes: 2 a 0.

A disputa seguiu movimentada até o final da primeira etapa. Faltando um minuto e meio, Ari tentou alcançar a bola com o pé, e o jogador de número 18 do Irã, que tentava dominar com a cabeça, levou a pior e foi atingido no rosto.

A segunda etapa começou morna, com os dois times se estudando por alguns minutos. Os adversários ameaçaram o gol de Thiago com uma forte finalização que passou raspando a trave. Melhor na partida, a equipe do Oriente Médio não demorou a marcar. O camisa 10, Taheri, fez bela jogada individual, invadindo a área brasileira, driblando Thiago, e concluindo para o gol. O Irã diminui o placar e cresceu na partida.

Os jogadores de PC de Oliveria não queriam entregar o empate e investiram no setor ofensivo. Em boa trama do ataque, Falcão bateu colocado, acetando a trave esquerda de Nazari, que apenas acompanhou com o olhos.

A mudança de postura deu certo. Aos 8 minutos, o jovem Darlan completou escanteio com a parte interna do pé, acertando a bola entre as pernas do goleiro rival. Um alívio para a equipe verde-amarela, que fez 3 a 1. O Brasil retomou as rédeas do jogo e, em contra-ataque, Ari disparou sozinho pela direita com velocidade, chutando alto na saída de Nazari. Um belo gol, para a alegria da torcida paulista, que fez a festa em São Carlos: 4 a 1.

No final do jogo, os brasileiros resolveram botar o pé no freio e os iranianos acordaram. Aos 17, Kshavarz arriscou um chute de longa distância, que desviou em Ari e enganou Thiago: 4 a 2 e fim de papo.


terça-feira, 30 de setembro de 2008

Geração encabeçada por Falcão tem última chance de título mundial


Uma geração de craques, mas sem título mundial. Os principais jogadores da seleção brasileira de futsal terão uma última chance para não ficarem com esse rótulo. Começa nesta terça-feira a Copa do Mundo, que reúne 20 países e será disputada no Rio de Janeiro e em Brasília. Em uma das partidas de abertura, o Brasil pega o Japão às 10h30m, na capital federal.


A hegemonia do esporte está com a Espanha, atual bicampeã. Quando os brasileiros levantaram a taça pela última vez, em 1996, Falcão tinha 19 anos. Ele fez parte da seleção que perdeu a final em 2000 e foi artilheiro e eleito o melhor do mundo em 2004, mas não evitou a queda na semifinal, novamente diante da Espanha. Hoje, aos 31 anos, ele considera esta Copa no Brasil um divisor de águas. Se perder, deverá dar adeus à camisa canarinho.

Outros sete jogadores fazem parte da mesma geração de Falcão: os goleiros Rogério (de 35 anos) e Frankin (37), o fixo Schumacher (33), os alas Marquinho (33) e Vinícius (30) e os pivôs Betão (30) e Lenísio (31). É o último que resume o sentimento desse grupo mais experiente:

- Queremos entregar a seleção da mesma forma como a recebemos, como campeã mundial - diz, consciente da renovação que deverá começar após a Copa do Mundo.


'Medo de perder fez o Brasil melhorar'

O fracasso nas duas últimas edições têm como culpados o individualismo e a arrogância, segundo os jogadores. Lenísio, por exemplo, prefere nem citar um time mais perigoso na primeira fase, temendo dar a impressão de desrespeito aos demais. Além do Japão, o Brasil enfrenta a perigosa Rússia e as inexpressivas seleções de Cuba e Ilhas Salomão.

Falcão acha que antes a seleção chegava ao Mundial querendo apenas saber contra quem faria a final. Hoje, segundo ele, há um espírito coletivo e todos se cobram o tempo inteiro.

- O medo de perder fez a nossa seleção melhorar - afirma o craque. - Hoje todos marcam. Nesses últimos quatro anos, tomamos poucos gols. E vibramos muito com um desarme. Às vezes, vibramos mais com um desarme do que com um gol.


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