

Internautas usam ferramentas de comunicação para expor desafetos.
Informações podem fugir do controle e atingir dimensões desproporcionais.
Não há apenas um, mas diversos casos de namorados que publicaram na web fotos de suas ex nuas. Teve a mulher que se sentiu injustiçada no divórcio e foi para o YouTube reclamar do marido, um figurão da Broadway. Há também muitas ofensas publicadas no Orkut que rendem processos na Justiça. Isso sem contar na jovem que acabou se tornando uma celebridade virtual -- no sentido negativo -- por não recolher as fezes de seu cachorro em um metrô da Coréia do Sul. E a história do fundador da Wikipedia, que terminou com a namorada via enciclopédia on-line e, depois, testemunhou suas roupas sendo vendidas por ela no eBay.
Os exemplos acima representam uma pequena amostra de como as ferramentas de comunicação atualmente disponíveis na internet facilitam a vida daqueles que querem simplesmente atormentar ou realmente prejudicar alguém. Enquanto antes era necessário criar um site ou blog, hoje uma comunidade no Orkut pode resolver. O problema é que, quando se senta em frente ao computador para expor uma pessoa, o internauta nunca sabe qual a dimensão que essa ação pode alcançar.
“A garota coreana, que não recolheu as fezes do cachorro, foi tão humilhada na internet que acabou largando a faculdade. O que ela fez não foi correto, mas a reação certamente foi descabida”, afirma Marcel Leonardi, advogado especialista em direito digital. “Na web, você pode ficar famoso por um motivo estúpido”, acredita ele, que já teve seu nome associado a ações violentas, num fórum de internet, por um colega de faculdade.
Por conta disso, o advogado abriu uma ação em 1999 e, em 2000, o autor da "brincadeira" aceitou assinar um termo redigido por Leonardi, confessando o fato --o objetivo foi escapar do pagamento de indenização.
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